Coluna do Alexandre
Nº 20 - Janeiro/2018

Passeio em Grupo

Após longo período ausente do motoclube consegui comparecer ao nosso passeio de aniversário. Fomos, em grande número, a Paraopeba. Como em todo passeio motoclubístico estive às voltas com os procedimentos que se adotam na condução em grupo.

Percebi de pronto que a pontualidade é fator primordial para que a empreitada logre êxito. Havia uma saída marcada para as 08h30min, com tolerância de 10 minutos. Sendo eu um tipo com grande aversão a acordar cedo, não consegui chegar a tempo. Acabei por alcançar o comboio ali pelas imediações do Ceasa. Foi então que vi quanta coisa legal estava perdendo nesse tempo todo em que dediquei grande parte de meus finais de semana a plantões, viagens a trabalho e outras indignidades de igual quilate.

Alcancei não somente um grupo de amalucados vestindo preto, andando a 80 km por hora e atravancando a rodovia (o que por si só já seria extremamente prazeroso de se fazer), alcancei um monte de gente feliz, de astral elevado, curtindo o que gosta. Alcancei um tempo feliz que havia perdido e reencontrei. Parafraseando o Senhor da Galiléia: “este filho estava perdido e foi encontrado, estava morto e renasceu”.

Foi muito legal constatar que certas coisas não mudam, os achincalhes mútuos são os mesmos, a cara feliz dos motociclistas, a nossa divertidíssima sinalização (mão para o alto: radar, pé à direita: buraco à direita, pé à esquerda: buraco à esquerda, pé à direita, à esquerda, `à direita, direita, direita, esquerda, pô que buracada do *&¨%$*).

Mudaram as motos, quando comecei no motociclismo a moto da onda era a Custom. Quem dispunha de numerário andava de Harley, os mortais restantes possuíam Shadows (meu caso), Viragos, como o Emanuel, Vulcans e outras do tipo. Havia poucas esportivas, bigtrails e poucas motos de baixa cilindrada. Hoje o perfil das motos é o mais variado possível, motos de todas as categorias, grandes e pequenas, o que ilustra por um lado que a moda se diversificou e por outro, ainda melhor, que nos tornamos mais democráticos.

Tão boas quanto o passeio foram as paradas, no caminho e para o almoço em si, rever pessoas, conhecer gente nova, ver motocas diferentes, tirar fotos, mil, aos borbotões. Há que se estudar porque os motociclistas gostam tanto de tirar fotos.

Um bom churrasco, infelizmente sem cerveja, mais fotos. Pança cheia, pé na areia. Hora de voltar. Um ótimo dia juntos, moto, estrada, sol, velhos amigos e novos. Na volta não vim com o comboio, estava de brinquedo novo, umas esticadas se faziam necessárias. Chegamos a BH com aquela deliciosa sensação de estar de volta a um lugar muito nosso.

Alexandre Dias Pinto Coelho
alexandredpcoelho@yahoo.com.br